sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pessoas especiais

Hoje eu queria fazer uma homenagem às pessoas mais especiais da minha vida.

Eu não preciso dizer quem elas são, porque elas sabem. Algumas nem vão ler o que estou escrevendo. Hoje eu sou o que sou porque essas pessoas fizeram e fazem parte da minha vida.

Existem aquelas pessoas que não estão mais aqui, mas eu penso todos os dias nelas e lembro de todas as coisas boas que passamos juntos. As coisas ruins servem pra gente aprender lições e não ficar se remoendo.

E aquelas pessoas que não estão fisicamente ao meu lado hoje, mas vão estar amanhã ou depois. Vou aproveitar cada segundo desses momentos juntos.

Hoje eu senti uma coisa muito bonita (essa frase eu roubei do carinhadegatinho) e precisava dividir isso com alguém. 

Hoje eu sou feliz mesmo quando estou sozinha, mas sempre pensando no carinho que eu sinto pelas minhas pessoas especiais. (A única excessão é o Xuxu Pingo que não é uma pessoa, mas é o meu animalzinho de estimação especial).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prioridades

Prioridade é o que a gente coloca na frente... Minhas prioridades mudaram com o tempo.
Hoje as coisas que me preocupam são diferentes das que preocupavam na escola por exemplo.
O tempo passa, o tempo muda, a gente cresce, a gente muda também.
Quando temos que tomar uma decisão difícil, são as nossas prioridades que vão definir o resultado.
Agora eu pergunto: quais são as minhas prioridades?
O que eu quero?
Acho que já fiz todas essas perguntas antes...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Valor

Existem coisas que realmente só damos valor quando perdemos. Mas existem outras que percebemos cada minuto que ela é importante.
Por exemplo, esse mês fiquei sem luz no quarto, no banheiro e na sala. Não eram só lâmpadas queimadas que é só trocar, tá? Era um problema na fiação e precisava de um eletricista. O detalhe é que o eletricista demorou um mês para ir lá em casa.
Nesse um mês eu fiquei sem luz no quarto! Só dava pra tomar banho durante o dia  e a iluminação da sala era a televisão.
Eu realmente senti falta da luz! Não sabia o quanto precisava de luz... As tomadas estavam funcionando, logo não fiquei sem eletricidade durante um mês. Isso eu também sei que sentiria muita falta.
Finalmente, o problema foi arrumado essa semana. Mas agora é diferente, toda vez que eu entro no quarto eu fico mais feliz ao ligar o interruptor.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Aracaju 3

Dormi às quatro, mas tive que acordar às cinco e meia... Era melhor fazer o check-out antes das seis, o café da manhã era servido às seis e o ônibus sairia as seis e meia! Conseguimos fazer tudo no tempo certo e quem atrasou foi o motorista do ônibus!
Não consegui dormir no ônibus desta vez, estava muito ansiosa. Assim que chegamos na empresa fizemos a prova sem consulta, mas tivemos apenas vinte minutos. Depois começou a rodada de entrevistas individuais em inglês.
Eu era a nona a ser entrevistada. A gente tinha cinco minutos para fazer a nossa apresentação pessoal, que era responder algumas perguntas como "quem eu sou", "porque estou aqui" e "quais são meus pontos positivos e negativos". E depois a banca tinha dez minutos para fazer perguntas baseadas no nosso currículo, na apresentação ou nas dinâmicas.
Na hora de responder, achei que uma das perguntas era pegadinha e não respondi muito bem. No outro processo seletivo houve uma pergunta pegadinha e eu cai feio. Não sei se fui muito bem na entrevista. O resultado sai em duas semanas, se for positivo com certeza foi falar para deus e o mundo. Se não for um resultado muito bom, vou ficar quietinha.
Chegamos no aeroporto duas horas antes do voo. Aproveitamos para nos despedir e tomamos (rsrs) um choppinho antes de embarcar. Desta vez não estava mais viajando sozinha... tinha feito novos amigos!

... fim ...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Aracaju 2

Fui dormir meia noite, mas acabei acordando quando a minha companheira de quarto (Tatiani) chegou por volta de uma da manhã. Dei um oi rapidinho e avisei que a gente conversaria de manhã, porque nós duas estávamos exaustas.

Mal deu tempo de pegar no sono de novo, quando o telefone do quarto toca às três da madrugada. Era a recepção avisando que tinham deixado uma apostila para uma prova que teríamos no dia seguinte. Acordei com o meu mau humor contagiante, coloquei uma bermuda e desci pra pegar a apostila.

A apostila era toda em inglês e tinha cinquenta páginas sobre um tema que a gente nunca tinha ouvido falar! A prova seria às sete e meia da manhã. Socorro! Perdi o sono! Tinha apenas algumas horas pra estudar! A Tatiani estava muito cansada e disse que não ia conseguir estudar. Pra tentar ajudar eu sugeri ler a apostila em voz alta e anotar as coisas mais importantes. Ela gostou da idéia e ficamos estudando juntas. Ficamos estudando até as cinco da manhã e resolvemos deixar de ler o último capítulo pra tirar uma soneca. Dormimos apenas meia hora, acordamos e tomamos banho, às seis horas já estávamos tomando café da manhã no restaurante.

O ônibus saiu às sete e demorou uns quarenta minutos pra chegar até a sede da empresa. Aproveitei e tirei uma outra soneca. Cheguei melhor na empresa. Tivemos quarenta minutos pra fazer a prova sem consulta. Acho que ninguém foi muito bem, mas eu errei coisas bobas...

Depois da prova começaram as dinâmicas de grupo. Nos divertimos muito nas duas dinâmicas. A primeira foi assim: primeiro todos os participantes tinham os olhos vendados. Depois as recrutadoras nos rodavam um pouco e passavam uma corda por todos formando uma linha sinuosa. A dinâmica consistia em resolver a tarefa dada em apenas 10 minutos. 

- Agora formem um quadrado! - Essa foi a tarefa dada pela recrutadora. A primeira coisa que eu pensei foi f..! Todos começaram a falar ao mesmo tempo, cada um dava uma idéia diferente e quando a idéia era boa, uns começavam a fazer e outros não obedeciam. Os dez minutos voaram e outra tarefa foi dada:
- Agora um triângulo! - mais dez minutos se passaram e não conseguimos nada...
- Agora um losango! - outros dez minutos se passaram, mas desta vez conseguimos dois lados do losango (deu pra ver depois que tiramos a venda dos olhos)

Depois que a dinâmica terminou começou um blá blá blá sobre tarefas, equipe, líderes, etc. E foi perguntado se alguém estava vendo. Por um momento eu pensei "eu estava vendo o meu pé, mas não vou falar senão vai parecer que estava sendo desonesta". Aí umas pessoas falaram que sim e outras que não. Aí umas 5 pessoas levantaram as mãos. Eu pensei "nossa, que pessoas honestas que falaram que estavam olhando o pé". Mas na verdade aquelas pessoas estavam sem as vendas. As vendas foram tiradas como parte da dinâmica e eram realmente as vozes que eu mais ouvi. Eles tinham que ajudar o grupo a concluir a tarefa sem falar que estavam vendo. Muito interessante, mas nenhuma das tarefas foi concluída...

A segunda dinâmica era chamada de perdidos na lua. Em grupos de quatro ou cinco pessoas nós tínhamos que decidir quais itens eram mais importantes para uma viagem de 200 milhas na lua até encontrar a nave mãe. Os itens variavam entre tanques de oxigênio, comida, água, mapa estelar, bússola, fósforo, barco inflável, kit de primeiros socorros, e assim por diante. Alguns eram completamente inúteis como fósforo e bússola, outros importantes como comida e água, e outros de importância questionável como barco inflável e para-quedas. O objetivo era colocar em ordem de importância de 1 (mais importante) a 15 (menos importante), os dois grupos que ficassem mais distante da escolha da NASA iam pagar um mico no jantar.
Aparentemente o nosso grupo foi bem (houve uma pequena discussão entre a colocação do revólver e dos fósforos) e ficamos livres de pagar o mico.

De almoço recebemos uns sanduíches de carne ou frango com maionese e depois seguimos para as visitas técnicas. Para isso foi preciso vestir o macacão e equipamentos de segurança (capacete, óculos, bota, luvas). As visitas foram interessantes, mas nem sempre eu entendia tudo, às vezes não entendia nada. Depois de muitas horas de visitas, a tarefa agora era montar um encanamento de cimento de uns trinta metros de comprimento debaixo do sol com uma marreta. O meu grupo tinha cinco pessoas e nós tínhamos quarenta minutos para resolver essa tarefa. Nós fizemos em uma hora e dez. Todos do grupo suando em bicas dentro do macacão laranja!

Depois de tirar o macacão e os equipamentos de segurança fomos até o ônibus. Dormi no caminho novamente trinta minutos para recuperar as energias. No hotel tivemos tempo suficiente para tomar banho e se arrumar para o jantar na churrascaria. Isso porque minha companheira era supermegahiper rápida para tomar banho. Nunca vi igual. Lavou os cabelos bem longos em dois minutos!

Fomos a um restaurante bem próximo ao hotel. A comida era liberada: churrasco, japonês, buffet, sobremesa e bebidas. Inclusive bebidas alcoólicas! Depois de encher a barriga, estava na hora do mico dos grupos que perderam as dinâmicas. Houve uma pequena mudança nos planos: todos os grupos iam ter que pagar o mico!
Bom o primeiro grupo dançou "é o tchan", o segundo contou piadas, o terceiro dançou Xuxa e nós fizemos cenas improvisadas. Pedimos para o público escolher um lugar e uma situação e improvisamos em cima. Foi bem engraçado. O público escolheu um bar gay, depois nós mudamos para um cara tomando banho, e em seguida para uma banda de rock. Depois de muitas rodadas de tequila e amarula, a conta da empresa chegou no limite e tivemos que ir embora.

Ao chegar no hotel, as recrutadoras nos deram uma apostila para outra prova (socorro de novo!) e uma cartolina para fazer uma apresentação pessoal em inglês para a última entrevista. Fomos correndo para o quarto fazer a apresentação. A Tatiani não conseguia fazer a apresentação dela direito, ela disse que tinha a letra feia e não sabia fazer linha reta. Eu fiz o meu cartaz e ajudei depois a fazer o dela. Usei as madeiras do chão para fazer as linhas retas e fiz uma letra bem diferente em casa cartaz.

Pegamos um dicionário em inglês emprestado e começamos a ler a apostila. Li rapidamente para saber do que se tratava, porém várias palavras eram muito específicas e não estavam no dicionário. Desisti e fui dormi umas quatro da manhã.

.... Continua ....

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aracaju

Passei três dias em Aracaju participando de um processo seletivo para um trabalho. Mas parece que foi apenas um dia separado apenas por duas sonecas de duas horas cada... Vou fazer 3 posts pra separar os dias pelas sonecas.

A viagem começou no aeroporto do Rio, na minha primeira viagem de avião sozinha! Durante o voo eu ficava olhando para as pessoas para ver quem estava com cara de perdido igual a mim. Já que haviam mais 6 pessoas naquele voo que iriam participar do processo seletivo comigo. Depois de conhecer as pessoas, percebi que só acertei uma delas.

Chegamos ao aeroporto de Aracaju às 15:30 e nos reunimos em um ponto de encontro combinado para pegar a van. A van levou todos para um hotel na orla, mas como ninguém se conhecia ainda ficamos quietinhos sem conversar. Troquei algumas palavras apenas com o menino que estava do meu lado que puxou conversa.

Fiz o check-in e fui para o quarto tomar um banho e descansar. Estava sozinha no quarto ainda porque minha companheira de quarto ia chegar meia noite. Achei que era um desperdício ir até Aracaju e não conhecer a cidade. Coloquei uma bermuda e já estava saindo sozinha quando recebi um telefonema dizendo que todos estavam na recepção esperando para dar uma volta juntos. Achei ótimo, ia ser uma boa oportunidade para conhecer o pessoal.

A praia era ótima! Água quentinha! Tinha um grande faixa de areia e bastante vegetação, muito bonita. Acabamos encontrando mais três participantes na praia, dois paulistas e um mineiro que tinham chegado num voo anterior.

Decidimos então procurar algum lugar pra comer, porque o jantar só ia sair 4 horas depois. Alguns restaurantes da orla ainda não estavam abertos e outros serviam refeições muito pesadas e a gente queria apenas um lanchinho ou uma pizza. Pedimos informação na pizzaria que estava fechada e encontramos a única lanchonete aberta da região.

Na lanchonete pedimos sanduíches e ficamos conversando. Haviam pessoas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, das diversas cidades do interior e capitais. Éramos 15 pessoas. Voltamos para o hotel para tomar banho e se arrumar para o jantar.

O jantar foi no hotel mesmo. Vou admitir que estava esperando um pouco mais do jantar. Conversamos bastante, mas senti que as recrutadoras ficaram enrolando a gente muito tempo depois que acabou o assunto. Parece que queriam que a gente fosse dormir mais tarde...

Só liberaram a gente pros quartos umas onze e meia da noite. Cheguei no quarto e liguei pra casa para falar que estava tudo bem. Estava ansiosa e só consegui dormir uma hora depois, meia noite e meia.

... Continua ...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bukowski

Ontem fui ao Bukowski porque a festa "I don't wanna grow up" teria pula-pula e piscina de bolinhas para adultos (véspera do dia das crianças). 

Tive um dia muito cheio e cansativo e só consegui chegar ao bar a uma da manhã. A fila estava um pouco grande e eu entrei no final (óbvio). Esperei uns vinte minutos e nada. Continuava no mesmo lugar, porque ainda estava ao lado de um canudo que alguém tinha jogado no chão. Aí resolvi ligar pra minha comentarista número 1 e ela veio me fazer companhia.

Ficamos umas duas horas conversando e andamos uns dois metros, só porque as pessoas estavam desistindo de entrar. Os assuntos já tinham acabado e talvez tenham entrado apenas umas cinco pessoas nessas duas horas.

Todos as minhas amigas já estavam querendo ir embora, logo todas foram pagar a conta e ficamos conversando do lado de fora. Depois todas fomos para casa conversando.

Moral da história: não consegui pular na piscina de bolinhas nem no pula-pula, fiquei cansada de esperar tanto tempo em pé na fila, dormi muito pouco porque só cheguei em casa às quatro da manhã, mas pelo menos tive bastante tempo pra colocar os assuntos em dia!

sábado, 9 de outubro de 2010

Dúvidas

Fui em uma reunião que eu sempre ouvi falar e sempre tive curiosidade de ir. A reunião se resumia numa leitura de um trecho de um livro de psicologia e depois alguma discussão e explicação de trechos mais difíceis.

Achei interessante uma parte que se falava de auto-engano. De coisas que nós mentimos pra nós mesmos. Claro que isso não acontece comigo, foi a primeira coisa que eu pensei, é óbvio que não crio ilusões nem falsas realidades dentro da minha cabeça, isso é coisa de maluco. 

Mas isso já era uma mentira que eu estava falando pra mim. Algumas coisas eu realmente tento me enganar, e tento esconder isso com todas as minhas forças das outras pessoas. Às vezes é apenas uma pequena mentirinha como: "vou parar de roer unhas depois que ganhar um bichinho de estimação". Hoje o meu gato já tem 15 anos e eu ainda tenho problemas com as minhas unhas. Ou que não tenho problemas com o tamanho dos meus dentes ou com auto-estima. Mas outras vezes a mentira pode ser maior e prejudicial, e sobre essas eu nunca falo. Mas essa discussão me fez refletir sobre isso, já que é um passo pra começar admitir as coisas. 

Outra discussão era o medo que as pessoas tem de ficar sozinhas. Isso eu pensei bastante e acho que não tenho, mas nem disso eu tenho certeza. Se eu for morar em outro país, como vai ser? Não sei, mas pode ser que seja ótimo, pois sempre fui uma boa companhia pra mim mesma. E se não tenho companhia, dificilmente deixei de fazer algo.

Fiquei bastante reflexiva igual ao dia do post "reflexões". Pois uma das coisas que eu tento me enganar é sobre essas pessoas que já quebraram a minha confiança uma vez. Mas por gostar muito delas finjo por dentro que nada aconteceu. Sempre tem alguma situação que me traz lembranças, mas aí eu coloco a poeirinha debaixo do tapete.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Infinitas Caixinhas

Hoje eu fui ao centro da cidade para resolver algumas coisas. Uma delas era comprar umas caixinhas para guardar as lembranças de um batizado. Eram apenas 10 caixinhas para 10 lembrancinhas. Comprei as caixas e as tampas desmontadas. Quando cheguei em casa montei e coloquei lembrancinhas dentro. Essas dez caixinhas me tomaram uma hora para montar e preencher.
Aí me lembrei de uma páscoa que a minha mãe resolveu dar um brinde para TODAS as pessoas do PRÉDIO onde ela trabalhava (não da sala). Simplesmente uns três mil brindes. Ao invés de comprar lembrancinhas prontas e entregar direto na portaria do prédio, ela chegou em casa com três mil caixinhas para montar e três mil bombons avulsos para colocar dentro das caixinhas. E falou pra mim e pro meu irmão que precisava da nossa ajuda com os bombons. Nós não sabíamos a dimensão do problema e falamos: "Ok, vamos ajudar ".
As três mil caixinhas demoravam (na melhor das hipóteses) 25 segundos cada uma para ser montada mais 5 segundos preencher com bombom e fechar. Se a gente tivesse feito a seguinte conta: 3000 (caixas) x 0,5 (tempo de montagem) / 60 (minutos) = 25 horas de trabalho, a gente teria pensado duas vezes.
Depois de uma semana montando caixinhas e colocando os bombons dentro (detalhe: os bombons eram maiores que as caixas, logo as caixas ficavam um pouco estufadas e precisavam de um jeitinho pra fechar), minha mãe começou a ficar preocupada...
Meu irmão pediu ajuda pros amigos dele, eu pedi ajuda pra algumas amigas, fizemos uma linha de montagem (houve uma redução no tempo de produção) e em 2 dias já estávamos terminando.
No final da montagem descobrimos que tínhamos mais bombons que caixinhas (sobraram uns cem) que ficaram como pagamento pelo bom trabalho realizado. Foi uma pena que os melhores sabores já tinham sido empacotados dentro das caixinhas. Se eu soubesse que ia sobrar tantos, os de sabor limão teriam sido empacotados primeiro.
Pelo menos, o final da história teve um final feliz e os brindes foram um sucesso no trabalho da minha mãe. Algumas pessoas tentavam passar mais de uma vez pela saída só pra pegar mais brindes.
Agora, se a minha mãe agora resolver aumentar o número de pessoas que vão receber lembrancinhas no batizado semana que vem eu vou pensar mais que duas vezes...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pesadelos

"Eu tive um pesadelo horroroso. Estava sonhando que monstros parecido com leões tinham entrado pela janela do meu quarto enquanto eu dormia e começaram a me atacar. Eu lutei e gritei, mas podia sentir as garras me arranhando e dentes me mordendo.
Então eu acordei, suada e ofegante. Olhei em volta, pra ter certeza, e soltei um "ufa" por tudo não ter passado de um sonho.
Então, ouvi um barulho terrível. Os monstros quebraram a janela, entraram e começaram a me atacar, exatamente como no sonho. O terror foi ampliado pela lembrança do pesadelo que eu tinha acabado de sonhar. Meus gritos se transformaram em soluços quando percebi a impotência da situação.
Então eu acordei, suando mais ainda e mais ofegante. Isso era um absurdo. Eu tive um sonho dentro de um sonho. Da primeira vez que eu aparentemente tinha acordado, na verdade ainda estava dentro do sonho. Eu olhei ao redor do quarto outra vez. As janelas estavam intactas. Não havia monstros. Mas como eu podia ter certeza de que, dessa vez, eu estava realmente acordada? Eu esperei que o tempo respondesse."

sábado, 2 de outubro de 2010

Start a Party

Tomei banho, coloquei pijama e já estava deitada na cama lendo livro, pronta pra dormir. Já eram onze horas da noite e minha mãe avisa que queria uma companhia pra levar uma amiga em casa. Tudo bem, coloquei uma bermuda meio contrariada, peguei o celular e saímos de carro.
No carro recebi uma ligação perguntando se eu não queria ir ao Paço Imperial. A primeira coisa que eu pensei foi: passeio cultural amanhã de manhã (não fiquei muito animada). Mas era hoje. Aí fiquei mais confusa ainda, ir ao Paço Imperial à noite não dá, ele vai estar fechado. Além disso a região é meio perigosa nesse horário.
Depois do choque inicial, ele falou que era uma festa só para convidados e que os nossos nomes estavam na lista. Minha mãe começou a ficar animada ouvindo a conversa porque ela leu sobre essa festa em uma revista. Uma festa patrocinada por um fabricante de uísque que ocorre em vários lugares inusitados no mundo. Fiquei animada também. Bom, fui correndo pra casa, coloquei vestido, maquiagem, salto alto e fiquei pronta em 15 minutos.
Chegamos ao Paço e ficamos impressionados com a fachada do prédio. Parecia que a fachada estava em movimento com umas projeções 3D e animações. Muito interessante.
Entramos por um tapete vermelho, passando por umas pessoas fantasiadas de época, e entramos no prédio. Tudo muito arrumado e organizado, tocando música eletrônica e uns barmans fazendo malabarismos. Fomos explorar a festa e pegar umas bebidas. Vários drinks liberados, de água de côco com raspas de côco queimado, de sprite com fava de baunilha e outros. Estavam sendo servidos sanduíches pequeninos de salmão com cream cheese, rosbife, queijo provolone e pacotes de biscoito globo. Encontramos também um freezer cheio de sorvetes Häagen-Dazs. Depois de experimentar alguns sanduíches e tomar alguns sorvetes fomos dar uma volta na festa.
Haviam muitas pessoas bem arrumadas tirando fotos com fotógrafos profissionais. Algumas delas sendo entrevistadas por repórteres e equipes de filmagem. Como eu não conheço ninguém não posso dizer se eram famosas ou não. No pátio interno do paço, ao olhar para as janelas do segundo andar, às vezes era possível ver pessoas com roupas da época. Uma viagem no tempo.
Fomos para a pista de dança. Algumas das pessoas fantasiadas de roupas coloniais (meio misturadas com crepúsculo) ficavam dançando em cima de puffs no meio da pista, o DJ era o André Marques.
Ficamos na festa até umas 3 e meia da madrugada. Lembrando que era quinta feira, ninguém deve trabalhar no dia seguinte. Acordei no dia seguinte achando que era sábado, me senti uma completa desocupada.
Mas fiquei melhor quando lembrei que ainda tinha uns sorvetinhos escondidos na geladeira....

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cara de Pipoca

Não falei porque coloquei o nome do blog de Cara de Pipoca.
Ana Pauloca era como o meu pai sempre me chamava.
E toda vez ele rimava com alguma coisa diferente como entrando na toca, querida filhoca, comendo pipoca ou menina boboca. E quando mandava um e-mail às vezes escrevia uma beijoca. Mas na maioria das vezes eu era Ana Pauloca cara de pipoca.
Uma vez traduzimos juntos a música "When I'm sixty four" dos Beatles, quando o Paul McCartney fez 64 anos. Esse ano meu pai faria 64 anos.

"Querida Ana Pauloca,
Está fazendo 40 anos o LP (long playing disc)  "Banda do clube dos corações solitários do sargento Pimenta" dos Beatles.
É o dobro da sua idade.
Na época eu tinha a sua idade atual de 20 anos.
Morava na cidade universitária da USP (CRUSP) e um amigo comprou o disco.
Ele tinha uma vitrola (você ainda se lembra o que é isso?) portátil e seu apartamento no conjunto ficava lotado de alunos querendo ouvir o que foi o melhor que o genial conjunto de compositores e cantores produziu.
A maior parte das composições desse album é do mais simpático deles,  Paul Macartney, que fez 64 anos neste ano (ele compôs a música "When I'm sixty four" quando tinha cerca de 20 anos}.
Um beijo.
Papai"

Para ouvir: "When I'm sixty four"
When i get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a valentine
Birthday greetings bottle of wine.
If i'd been out till quarter to three
Would you lock the door,
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.
You'll be older too,
And it you say the word,
I could stay with you.
I could be handy, mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride,
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more.
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.
Every summer we can rent a cottage,
In the isle of wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera chuck & dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely, wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.

Refexões

Essa semana uma amiga mandou uma mensagem muito forte no twitter sobre quebra de confiança. Ela escreveu que era muito difícil (ela usou outra palavra no lugar de difícil, mas resolvi censurar no blog) quando você confia em alguém e essa pessoa quebra a sua confiança. É como se a amizade não valesse nada.
Fiquei pensando bastante sobre isso. Esse é o tipo de coisa que quando acontece com a gente, não dá pra pensar em outra coisa, nem comendo chocolate. E acaba atrapalhando todos os outros pensamentos, atividades durante o dia e o sono à noite. Principalmente se essa pessoa for especial demais.
Eu não sei se é porque eu sou muito bobinha ou boazinha, mas muitas pessoas já fizeram isso comigo. Não foi uma vez nem duas. Não estou dizendo que sou santinha não. Já magoei pessoas também, já perdi amigos. O que quero dizer é que sei como é esse sentimento de quebra.
O que fazer se a pessoa se arrepende depois? A confiança volta? Tudo pode ser como antes? Ou em um patamar abaixo? É possível mergulhar de cabeça de novo? Ou sempre com um pé atrás?