segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Morando sozinha

Um dos problemas de morar sozinha, são os barulhos na cozinha! Rimou!
Não era ninguém, apenas o barulho da escada de alumínio que escorregou. 
Liguei uma lâmpada na sala. Fechei a porta do meu quarto.
Voltei pra cama pra tentar dormir.

Minha residência oficial

Bom, hoje eu acordei bem em cima da hora, tomei uma ducha bem mais ou menos no chuveirinho sem pressão do banheiro da minha suíte. Quando saí do quarto o Raphael já estava pronto e o Than (um cara de Myanmar que não entende nada de inglês, nada mesmo) estava sentado no sofá.
Tomei um café da manhã de prisão, pão com água, e descemos para esperar o motorista. O motorista chegou atrasado, porque ficou esperando em um bloco do condomínio enquanto a gente esta na frente do outro.
Chegamos na empresa, me entregaram uns documentos e me mandaram entrar rapidamente de volta no carro para ir até o FRRO (Foreigners Regional Registration Officer). Não havia nenhum documento para o Raphael, aí percebemos (a gente já tinha percebido antes) que ele não deveria estar ali, mas em outro lugar. Entrei no carro e os dois ficaram na empresa.
Foi um longo passeio até o FRRO, mais de uma hora de viagem, no norte para o sul da cidade. Não vou descrever detalhadamente como é a cidade, pois é indescritível. Havia muito de tudo: gente, carros, rickshaws, ruas, feiras, prédios, favelas, etc. O clima parecia o do Rio de Janeiro no inverno, quando temos inversão térmica na parte da manhã.
Quando chegamos lá, o motorista começou a falar em "inglês" e eu fiquei olhando pra ele com cara de égua. Depois de algum tempo sem entender nada eu percebi que ele me pedia um telefone celular, eu disse que não tinha. Aí ele começou a fazer várias ligações em hindi.
Eu percebi que o hindi dele se parece o com o inglês deles. É a mesma coisa, independe se eles falam inglês ou hindi, sempre parece que estão falando hindi, nunca inglês.
Depois de um tempo chegou um cara chamado Hitesh (não lembrei o nome dele, eu acabei de ler em um papel) e começou a falar um inglês que eu entendia!!!!
Ele era o meu guia e estava me explicando tudo o que eu precisava fazer para me registrar na imigração. Ele era muito atencioso e já respondia todas as perguntas que a imigração iria fazer. Falava pra eu assinar aqui, escrever ali, colar foto aqui, cadastrar ali, tudo mastigadinho. 
Mas ele não podia ficar do meu lado dentro do escritório da imigração, então ele ficava do lado de fora e de 15 em 15 minutos ele ia chegar se estava tudo bem. Muito legal.
Depois de mil horas de burocracia eu saí de lá com permissão de residência na índia. Sou oficialmente residente na Índia, procure por "Raheja Sherwood, mumbai" no google para achar minha residência em Mumbai.

Na volta até a empresa, eu voltei dormindo pra variar. Ao chegar na empresa eu senti que as pessoas iam me jogando de uma pessoa para outra. Ninguém queria o peso de um trainee do lado. Ficaram me jogando tanto de um lado para o outro que perdi o almoço. Estava morrendo de fome, aí me mandaram pra casa pra almoçar. 
Depois do almoço me deram a passagem para Baroda, mas tentaram me jogar de novo pra outra pessoa inexistente e me largaram em uma sala junto com o Than. Aí vi uma pessoa com cara de importante passando e pedi informações. Ele se apresentou como Preston (com esse nome dá pra ver que não é indiano) e me chamou para a sala dele.
Ele percebeu que eu estava perdida e não sabia o que fazer e me deu algumas orientações. Ele é o chefe dessa unidade da Índia, ele foi muito simpático, mas não "fofinho" como os indianos. Me deu várias dicas, ligou para o meu gerente em Baroda e avisou o horário do meu voo para um motorista ir me buscar no aeroporto.
Me falou como é a base de Baroda, me deu telefones importantes e várias outras coisas. Qualquer pessoa que passava pela porta da sala dele, ele chamava pra dentro e me apresentava (que vergonha!). 
Depois de um tempo chegou o meu "Training Manager" que se chama Sikander (Alexandre em Hindi). Ele chamou o Than que estava sozinho do lado de fora e nos levou para um "Tour". Nos apresentou a várias pessoas com nomes que eu não lembro e nos falou da nossa tragetória daqui pra frente. A minha vai ser  difícil por causa do prazo que é menor, e a do Than também vai ser difícil porque terá que aprender inglês nas próximas semanas.
Eu e o Than pegamos o mesmo taxi e combinamos de irmos junto jantar no shopping. Mas quando a gente se despediu, ele disse pra não esperar por ele. Ou melhor ele não entendeu nada do que eu tinha tentado combinar com ele antes. Ele fica balançando a cabeça quando não está entendendo nada, parece que está concordando, fica falando ok.
Fiquei irritada de ter que ter outra refeição sozinha no shopping hoje e fiz miojo em casa. Não preciso dizer que a porcaria do miojo era picante e quase joguei ele fora.
Bom, amanhã eu acordo as 3 da manhã para ir para Baroda. Esses dias foram bem leves e tive bastante tempo para escrever, mas tenho certeza que não será a mesma coisa daqui pra frente... 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Primeiro dia nas Índias

Chegamos de madrugada, dormimos o suficiente e acordamos as 4 horas da tarde daqui (faça as contas para saber que horas eram no Brasil, 7 horas e meia de diferença).
Acordei morrendo de calor e liguei o ar condicionado da sala. O disjuntor geral desligou. Tá bom, sem ar condicionado. Abri um pouco a janela, não estava tão calor assim...
Aí fui procurar comida, encontrei pão de forma e manteiga. Esperei o Raphael acordar e fizemos torradas.
O que almoçar? Não podemos sair para muito longe por questões de segurança e não conhecemos nada. Encontramos uns números de delivery, pizzaria dominos e mc donalds. Mas aí não tínhamos endereço nem telefone para cadastrar o pedido. Não temos a menor ideia de onde estamos.
O problema nem era comida no momento, mas água. Não tinha agua mineral aqui.
Recebi uma ligação de um cara da empresa falando um inglês bem difícil e entendi apenas algumas palavras chaves. Amanhã o motorista vem me pegar as 8:30, tem um Mc Donalds ao lado do prédio, não esquecer de levar as chaves amanhã quando sair de casa. O resto era alksdjfçlaksdjfçalksdj.
Bom saber que temos um Mc Donalds aqui perto, aí colocamos uma roupa e descemos. Não era só um Mc Donalds, era um shopping! Oba!
Para entrar no shopping era preciso passar por um detector de metais. Paras as moças um detector de metais privativo, coberto por uma cortininha. Melhor que na Colômbia, por exemplo, quando passei por cães farejadores para entrar em um shopping em Bogotá. 
Ficamos passeando pelo shopping, olhando as lojas e procurando por opções de restaurantes. Todos os restaurantes eram vegetarianos. Fomos até o supermercado comprar coisas para café da manhã e jantar do dia seguinte. Muito legal, fizemos várias compras e gastamos 227 rúpias, ou melhor apenas 8,30 reais!! Somos milhonários aqui!
Para sair do andar do supermecado carregando sacolas, tivemos que apresentar a nota fiscal para um policial que carimbou "EXIT". Eu tinha esquecido a nota fiscal e tive que voltar para buscar.
Tem vários cinemas no shopping, com filmes de hollywood e bollywood! rsrs
Decidimos então jantar no Mc Donalds para não sofrer muito com o choque de mudança de tipo de comidas logo no primeiro dia. Todas as opções são vegetarianas, ou de frango. Logo escolhi uma opção de frango e pedimos para viagem. Chegamos no apartamento e não consegui começar a comer... Tirei o frango apimentadíssimo e com temperos indianos do sanduíche e comi pão com maionese e alface. A batata frita estava boa pelo menos. Não sei o que será dos outros restaurantes, se eu não consigo comer nem Mc Donalds! Pelo menos o combinado saiu apenas 5 reais... Site do Mc Donalds da Índia.
Fiquei o resto do dia na internet falando com o Brasil. Saudades.


Bem vindos a Índia

Saímos de Abu Dhabi 7 horas da noite, fizemos uma rápida conexão em Doha, quase perdemos o voo e chegamos em Mumbai umas 3:30 da madrugada. O pouso foi horrível, o avião parecia um bolinha de ping pong no chão. Ainda ficou parado uns 30 minutos esperando um local para desembarque, aeroporto lotado. 1 bilhão de indianos chegando na Índia. 
Passamos pela imigração sem problemas. Me devolveram o canhoto do papelzinho que eu preenchi para entregar na saída.
Hora de pegar as malas nas esteiras. Verifiquei no painel que a esteira para o nosso voo era a número dois. Pegamos os carrinhos de carregar malas e ficamos esperando ao lado da esteira dois. Depois de 10 minutos esperando e nenhuma mala, ouvi um aviso nos autofalantes em um inglês bem difícil e não entendi nada. Todas as pessoas se moveram para a esteira número um, logo assumi que o aviso era sobre a mudança da esteira. Mais dez minutos e nenhuma mala. Mais um aviso, desta vez identifiquei o número três no meio de um monte de palavras em "inglês". Todas as pessoas se mudaram para a esteira três. Nós fomos atrás. 
A esteira começou a andar, mas em um movimento intermitente, andava uns minutos, parava um minuto. Enquanto isso as lâmpadas estavam sempre piscando, e de vez em quando ficava meio escuro. Pegamos as malas e fomos para a saída.
Ao chegar na saída, nos pediram o papelzinho da imigração. Eu entreguei, mas o Raphael não estava com o dele. Não sei se o papel não foi entregue ou se foi perdido na maratona das malas. O cara encrencou, fez o Raphael voltar para a imigração e pedir um outro papelzinho. Ele foi até a imigração enquanto eu esperava ao lado da saída com as malas. O cara da imigração disse que não precisava do papelzinho, bastava mostrar o carimbo no passaporte. O cara que estava na saída fez uma cara feia mas deixou a gente ir.
Resolvemos trocar algum dinheiro no banco, caso fosse necessário pegar um taxi ou alguma coisa. Agora sou milhonária.
Saímos do aeroporto e procuramos o motorista segurando o cartaz com o meu nome, mas nada. Dei mais uma volta para procurar um cartaz, mas não havia nenhum. Eu tinha dois números de motorista e alguns números de emergência e resolvemos voltar para o aeroporto para ligar. Não deixaram a gente entrar no aeroporto (pela área de desembarque) e não havia telefones públicos ao redor.
Enquanto andávamos para procurar algum telefone, um homem perguntou se podia nos ajudar. Aí ele perguntou se tínhamos um número de telefone e ligou do celular dele. Entrei em contato com o motorista, que também falava um inglês de difícil entendimento e não entendi nada. O cara do telefone falou que o motorista estava dizendo que estaria em 30 minutos no aeroporto. Depois ele ficou pedindo dinheiro pela ligação. Mas a gente ignorou dizendo que ele não falou isso antes de fazer a ligação, logo não foi combinado. Inicialmente, a gente achou que era apenas uma pessoa ajudando pessoas com caras de perdidos (como somos bobinhos). Eu disse que tinha dez rúpias, aí ele não aceitou, já que dez rúpias não é nada.
Em 30 minutos o motorista chegou, mas ele estava mostrando a placa ao contrário, ou seja, com a parte branca para frente. A gente teve que ler através da folha o meu nome e fomos falar com o motorista.
A viagem até o apartamento foi rápida e tranquila. Inicialmente não tive uma boa impressão da cidade, mas estou aberta para conhecer melhor. Chegamos no condomínio por volta das 6 horas da manhã, exaustos. 
Vamos ficar nesse apartamento por 2 dias para resolver assuntos da imigração. Logo depois vou para Vadodara. 



sábado, 29 de janeiro de 2011

Quase despedida das arábias

Hoje foi o último dia de treinamento aqui nos Emirados, estou embarcando para Índia em menos de 12 horas.
Vou para Mumbai resolver problemas na imigração e depois vou pra Vadodara. 
O curso aqui foi legal, mas muita informação em pouco tempo. Vou ter a oportunidade de aplicar algumas coisas nessas próximas duas semanas.
Descobri que a segunda parte desse curso começa em duas semanas. Aqui em Abu Dhabi, o que significa que vou voltar pra cá logo, logo.
Depois das aulas de hoje nós fomos para o Marina Mall, um shopping aqui na cidade. O shopping é muito bonito, logo as coisas são um pouco caras. Ontem eu jantei em um restaurante iraniano e gostei bastante. A comida lembra um pouco a comida de restaurantes como o árabe do largo do machado ou o restaurante istambul de copacabana. Mas a pasta de grão de bico não tinha igual! Maravilhosa! E o pão árabe, fresquinho, tinha acabado de sair do forno. 
Hoje, eu e 3 meninas do Egito, Marina, Nelly e Sarah, comemos apenas fast food, porque o shopping estava lotado e queríamos comprar coisas antes do horário do ônibus. Tinha que comprar pasta de dente e xampu por exemplo.
O Egito está passando por um momento político bem difícil sem precedentes e talvez elas não voltem para casa amanhã. Os voos foram cancelados, os telefones e internet desativados. Ficamos assistindo tv em árabe para saber as notícias do Egito, elas traduziam pra mim o que estava sendo falado. 
Não arrumei as malas porque não sei o que vou fazer com todas as novas tralhas que eu vou ter que carregar!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Roupinhas de trabalho

Hoje era o último dia para escolher o tamanho dos equipamentos de segurança. O meu número de calçado é menor do que a menor opção. Escolhi um número maior de macacão para poder usar por cima da roupa, mas pensando bem acho que não foi uma ideia tão boa... Pois vai ser tão calor que vou querer ter a menor quantidade possível de roupas.

Na parte da manhã ocorreram palestras de apresentação da empresa e uma parte do grupo foi tomar vacinas. 

Na hora do almoço comi um macarrão chinês vegetariano e carneiro ensopado com legumes. Estava bem gostoso, apenas um pouco picante. 

Depois do almoço fui me vacinar e tive sorte de tomar apenas uma vacina. Um menino teve que tomar 7, porque não tinha levado o cartão de vacinação! 

Ganhamos uma mala para guardar os equipamentos que vão chegar ao longo da semana. Depois de acabar os eventos de hoje, ficamos um tempo jogando tenis de mesa. Acho que até o final da semana eu consigo acertar alguma bola.

Na hora do jantar fui experimentar comer um prato que estava escrito “medium spicy” e descobri que nunca na vida vou querer experimentar o “super spicy”. Não adianta, não dá pra fugir das comidas picantes. Os pratos sem indicação de spicy já são picantes, como o do almoço, logo se eles avisam é melhor passar longe. Não adianta perguntar para os caras que estão nos servindo, porque eles são indianos e sempre respondem que não está picante! Não sei como vou fugir disso na Índia! 

Depois do jantar os meninos foram jogar basquete e eu fui tirar algumas fotos do ginásio. Entrei na internet a noite e não consegui fazer uma única ligação pelo skype.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Primeiro dia de trabalho

O primeiro dia de trabalho (que começou no domingo!) foi na verdade o início de um treinamento que vai durar muitos meses. Essa primeira etapa esta sendo em abu dhabi e dura apenas 7 dias. O resto será na índia ou em qualquer outro lugar...

Hoje tivemos algumas palestras introdutórias e dinâmicas de grupo. Aí em baixo está uma tabela com as nacionalidades das pessoas que estão fazendo esse curso:

Alemanha 1
México 1
Sudão 1
Indonésia 2
Argéria 2
Índia 2
Iemen 1
Rússia 1
Egito 13
Oman 4
Arábia 8
Camarões 1
Iraque 6
China 7
Tailândia 1
Paquistão 3
Malaysia 5
Gana 1
Irã 4
EUA 2
Kwait 3
Brasil 3
Austrália 1
Myanmar 2

Na verdade são 77 pessoas, mas o palestrante perdeu a contagem e ficou assim mesmo.

A parte mais interessante foi uma dinâmica onde fomos divididos em grupos de 19 e cada grupo tinha que falar 2 gestos que podiam ter interpretações diferentes em cada cultura. Foi muito divertido ver que gestos simples como o número dois feito com os dedos pode ser um gesto grosseiro em outras culturas.

O centro de treinamento é maravilhoso. Tudo é novinho, branquinho, confortável, cheiroso. As cadeiras do auditório são super confortáveis e as cadeiras das salas de aula são cadeiras de escritório (do tipo chefe).

No final do dia começamos a assinar o contrato, mas não entregamos ainda. Faltou preencher alguns campos, e acho bom ler o contrato antes de entregar amanhã...

De noite os meninos ficaram no “wii room” enquanto eu entrava na internet rapidinho. Acho que esssa semana vamos receber nossos computadores e vai acabar o problema de internet.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Alarme de incêndio

Eu já estava de pijama, quase dormindo, quando começa a tocar uma sirene insuportavelmente alta. Eu abri a porta para o corredor e vi que muitas pessoas tinham feito a mesma coisa e ficamos nos perguntando o que estava acontecendo.

Quando percebemos que era um alarme de incêndio, voltei rapidamente para o meu quarto, troquei de roupa, coloquei um tenis, peguei meu cartão de identificação e o cartão-chave do quarto e sai correndo.

Fui andando pelos corredores intermináveis até chegar a uma escada que dava para uma saída de emergência no térreo. Encontrei o cara da Malásia e ficamos conversando e rindo sobre o alarme de incêndio e já que não sabíamos para onde ir resolvemos seguir a multidão.

Ao chegar no ponto de encontro, descobrimos que era um teste para verificar se as pessoas tinham lido as instruções de incêndio e se tinham levado o cartão de identificação. Tivemos que passar o cartão de identificação por um sensor.

Uns brasileiros que me ouviram falar português vieram conversar comigo depois do teste. Ficamos conversando sobre os cursos, localidades, malas, etc. Acho que o nome deles era Rafael, Pablo e não lembro. Pedi emprestado o cabo para ligar o computador, mas quando cheguei no quarto não tinha identificação para entrar na rede. Mais um dia sem internet. Voltei para cama, mas sem nenhum sono...

Colônia de Férias

Acordei meio dia e meia, parece que é tarde para acordar, mas era 6 horas da manhã no Brasil... Fui almoçar antes que o horário de almoço terminasse. Encontrei os meninos no refeitório ao acaso no meio da multidão. A comida do refeitório era muito boa, variada e possuía refeições do mundo inteiro. Saladas, sobremesas e refrescos liberados. O problema é que não era self-service, logo eles colocaram uma montanha de comida no prato.

Depois do almoço, passamos em frente a uma mesa de totó e começamos a jogar. Algumas partidas depois, um grupo de 3 pessoas se juntou a nós. Começamos então um torneio internacional de totó com Brasil, Argélia e Irã! Muito engraçado! O iraniano era muito bom jogador e ficava dizendo “Well done!” para todas as jogadas do parceiro e dos adversários também. Rolou uma certa dificuldade de entender o inglês multinacional.

Depois de jogar totó até cansar, migramos para a mesa de sinuca. Também foi divertido o torneio internacional de sinuca. Todos sabiam bastante sobre o futebol brasileiro e isso foi um tema bem comentado durante os jogos.

No térreo encontramos uma sala de tenis de mesa e jogamos um pouco. Ao lado dessa sala ficamos cantando no karaokê em duplas. Em seguida resolvemos dar um passeio pelas instalações externas e encontramos uma quadra de futebol ao ar livre e um ginásio coberto. Descobrimos que todas as plantinhas são verdes porque existe um sistema de canos e esguichos para irrigação.

Passamos pelo ônibus que ia para o shopping no centro da cidade de Abu Dhabi, mas nem todos estavam com passaporte e não deu pra ir.

Descobrimos que podíamos ligar o computador na internet através do cabo, mas ninguém trouxe cabo. Descobrimos a existência de uma lojinha que vendia coisas, inclusive cabos, xampu, sabonete, lanchinhos, no terceiro andar, mas que só aceitava dirham, que a gente não tinha.

Decidimos ir ao centro amanhã e trocar algum dinheiro. Já eram 7 horas e estávamos com fome. Passamos no refeitório e jantamos. O jantar também é tão gostoso quando o almoço. Depois do jantar, cada um foi para o ser quarto dormir. Estou indo dormir, são 9 horas da noite aqui, 3 horas da tarde no Brasil. Hoje o clima foi de colônia de férias, mas amanhã começa o curso, logo terei que acordar bem cedo...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Marinheira de primeira viagem

Sai do Brasil muito bem, muitas pessoas queridas me levaram até o aeroporto e nenhuma lágrima caiu do meu rosto.

Fui sozinha até São Paulo enquanto ficava olhando pela janela a minha cidade se afastando. Mas quando cheguei lá encontrei o Victor e o Raphael, que também estão indo fazer o curso em Abu Dhabi. Depois eles vão trabalhar na Indonésia e Índia respectivamente.

Em São Paulo ficamos mil horas (4h) esperando pelo voo para Doha, no Catar. Em Doha não podíamos sair do aeroporto então ficamos passeando no free shop e na internet. As pessoas que circulavam pelo aeroporto de Doha eram na maioria do oriente, chineses/japoneses, indianos, árabes, etc. Vi apenas alguns europeus indo para Amsterdã. Todas as pessoas ficavam olhando para a gente! Nós é que estávamos com roupas exóticas!

O voo até Abu Dhabi foi bem rapidinho, durou apenas 1 hora. Choveu em Abu Dhabi! Não sei de quanto em quanto tempo acontece isso, mas acho que deve ser raro, pois tudo é desértico.

Um indiano chamado Aneesh foi buscar um nosso no aeroporto. Os meninos foram com outro motorista. Éramos de várias nacionalidades no carro: Índia, Malásia, Argélia e Brasil. O meu país era o mais distante. E eu ia pra um lugar mais distante ainda. Eles iam voltar para o país natal. Foi divertido conversar com eles.

Me convidaram para fazer um passeio pela cidade de Dubai, mas o ônibus saía às 6 da manhã. Já eram 4 horas da manhã e eu estava viajando há mais de 24 horas, aí achei melhor descansar.

Cheguei nas acomodações do curso em Abu Dhabi. Me surpreendi bastante. Muito boas as acomodações, melhores do que eu esperava. Melhores do que qualquer outro hotel que eu já fiquei! Tudo novo e branquinho! Chequei no meu quarto com uma enorme vontade de tomar um banho!

Cheguei com muita vontade de falar com alguém, mas não tinha como. Esqueci o cabo da internet e a internet wireless não pode ser acessada pelo meu computador. Não tem brasil-direto da embratel, nem sei como ligar a cobrar para casa. Acho que pagaria qualquer coisa por um telefonema para casa. Fui dormir onze horas da noite no Brasil, 5 da manhã aqui.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ai ai ai, mudança de planos de novo!

Não vou mais ficar em Dubai! :(
Agora vou fazer apenas uma escala no Catar e depois viajo direto para Abu Dhabi.
Vou ficar uma semana em Abu Dhabi (dias 22 a 29 de janeiro) e viajo para Mumbai no dia 29.
Fico uns 3 dias em Mumbai (dia 30 jan a 2 fev) até ser direcionada para a minha nova localização.
Em Mumbai preciso resolver algumas questões de imigração.

Acho que tenho que me acostumar com mudanças de planos o tempo todo! rsrs

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A caminho das arábias!

Meu visto para os Emirados chegou! E a minha passagem também! Desta vez eu viajo!

Dá pra ver no visto que eu ainda sou estudante!

Vou ficar apenas uma noite em Dubai, não sei se vai dar para conhecer a cidade...
E acho que vou junto com algumas pessoas que fizeram o processo seletivo comigo em Aracaju.
Acho que posso começar a fazer as malas!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Custo de Vida

Pesquisando na internet sobre coisas da Índia descobri um site muito interessante: Clique aqui
Esse site compara o custo de vida e viagem em diversas cidades no mundo inteiro!
Quem coloca os dados são os próprios moradores ou viajantes. 
O site compara desde o preço do litro de leite, o aluguel de um apartamento até o preço da gasolina. 
Para verificar se os dados estavam coerentes, eu coloquei a cidade do Rio de Janeiro. Eles mostram um intervalo de custos e a média, que eu acho que estão dentro dos padrões da cidade mesmo.
Olhando essa tabela comparativa podemos ver os países mais caros e baratos no mundo. Eles usam a cidade de Nova York como referência, cujo índice é 100. Por exemplo: se a cidade é 20% mais barata que Nova York o índice dessa cidade é 80, se é 20% mais cara o índice é 120.
Me diverti procurando várias cidades da Índia! Veja aqui a comparação dos custos de vida do Rio de Janeiro com a minha futura cidade! Lembrando que um real compra 26 rúpias.
O grafíco abaixo mostra esse índice de custo de vida em várias cidades do mundo:


Isso é para estimular as pessoas a irem me visitar. A minha futura cidade é uma das mais baratas do mundo!!
Só se preocupe com a passagem aérea, porque lá você será milionário!!!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Brincadeirinha

Na verdade, eu estava sem graça porque todos os meus amigos estavam trabalhando e eu desempregrada.
Aí resolvi inventar um emprego pra mim. Mas não podia ser qualquer emprego, tinha que ser um diferente e longe pra eu poder sair de casa sem perguntas.
E ninguém poderia ter um conhecido lá dentro, se não a pessoa poderia falar:
- Ah! Você está na empresa tal? Meu tio trabalha lá! Qual o setor que você trabalha?
Se alguém perguntasse isso, minha historinha ia pro brejo.
Porque eu podia estar escondida no porta malas do carro da minha mãe, na garagem do meu condomínio!
Tinha que ser uma empresa grande, para ninguém ficar muito preocupado com o tráfico internacional de mulheres.
Tinha que ser um lugar longe, para dificultar bastante as visitas. Não sei o que fazer porque mesmo assim ainda existem pessoas dispostas a me visitar! rsrs
Tive que inventar muitas barreiras como o visto que não saiu, o passaporte que não chegou, um processo seletivo distante e cansativo.
Alguns ítens não sairam como previsto, ainda não inventei um endereço pra mim, nem um contato convincente por lá. Isso são pontos que tenho que melhorar na história.

Acho que eu consegui, criei uma história bem verdadeira.
Todos estão acreditando, menos eu...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ano novo Vida nova

Primeira postagem do ano é apenas para dizer que a minha viagem foi remarcada pra o dia 20!
Estarei em Dubai no dia 21, Abu Dhabi no dia 23 e Índia no dia 29.
Meu visto de menor de idade sai na segunda feira junto com a nova passagem.
Começo amanhã então minha nova leva de despedidas!