sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mudanças e mais mudanças

Depois de quase 2 anos no norte do Oman morando no quarto-container 248 em Fahud, Oman, decidi mudar. Acho que pra não sair da minha tradição nômade... 
Pedi um quarto mais próximo da entrada do acampamento e se possível que tivesse acesso a internet. Nesses últimos 2 anos tinha que ficar no escritório até mais tarde pra usar a wifi pra fazer a famosa video conferencia com a minha mãe aos sábados ou domingos.
De manhã, fiz as malas, coloquei todos os meus pertences em sacolas ou mochilas, pedi ajuda pro administrador do acampamento providenciar uns ajudantes a noite.
Fui trabalhar e quando terminei o jantar, liguei para o administrador e ele me levou até o novo quarto. Quando cheguei fiquei bem surpresa, pois todas a minha mudança já estava lá e do jeito que eu gosto! 
As bandeiras como toalhas, o tsuru pendurado na lâmpada, tapete, travesseiros, almofadas, lençóis e fronhas limpas trocadas! Todas as sacolas e mochilas no armário e roupas penduradas nos cabides! Sorri ao me sentir em "casa" novamente. 
Me surpreendi em como a camareira já me conhecia o suficiente para colocar todas as minhas coisas do meu jeito (sabe até do meu leve TOC).

Aqueles que não trabalham no deserto, talvez não entendam muito bem a alegria que é voltar do campo e aproveitar o tempo no aconchegante quarto-container.

Visão geral do quarto-container
Biblioteca

Home office

Finalmente conferência no quarto

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Começo de um projeto

Pra aqueles que tem me acompanhado por aqui no blog sabem que o meu trabalho é no campo. 
O campo nem sempre é uma Brastemp. 
O deserto do Oman é uns dos lugares mais quentes e desafiantes do planeta. Enfrentamos muitos problemas, desde problemas operacionais/técnicos relacionados ao trabalho, dificuldades de achar acomodação/alimentação para todos da equipe (difícil achar quartos para mulheres por exemplo), altas temperaturas, tempestades de areia, alagamentos de estradas (wadis), etc.

Comecei um projeto que permitirá que o trabalho de campo seja realizado de dentro do escritório!
Projeto iguais a esse já estão sendo realizados em vários países do mundo. 
A idéia é que os engenheiros realizem o trabalho de qualquer lugar do mundo, de dentro de um "Centro de Operações Remotas". Esse tipo de operação já é realizada remotamente em diferentes departamentos na empresa e em outras empresas de diferentes ramos.

A tecnologia já nos permite realizar esse trabalho há muito tempo, mas agora com a dificuldade que esse setor está enfrentando, existe um maior empurrão pra atividades desse tipo. Atividades que aumentam a produtividade de cada um sem que haja necessidade de demitir ou realocar engenheiros.

Estamos o tempo todo enfrentando a pressão ao ver nossos colegas sendo demitidos. Dificuldade de arrumar outro emprego. 
Eu, ao mesmo tempo fico um pouco ansiosa, me sinto também tranquila. 
Pois sei que se acontecer comigo vou fazer como sempre fiz quando me dão um limão: fazer uma limonada.

Centro de Operações Remotas
Aproveitando pra tomar um chá de camomila
No campo, treinando uma outra engenheira


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

To FB or not to FB

Li uma reportagem na revista Super Interessante sobre o Facebook e me fez ficar um pouco em dúvida sobre usar tanto esse meio. Acho que sem querer eu meio que mantive o blog pra escapar um pouco de lá. Um espaço meu fora daquela rede. Na verdade passo dias e mais dias, as vezes semanas sem entrar quando estou trabalhando e nem sinto falta. Enquanto que algumas pessoas que trabalham comigo parecem estar tendo crise de abstinência.

O que mais me chamou atenção na reportagem foi que quanto mais tempo uma pessoa passa no face, mais infeliz ela fica. Ainda não souberam explicar o porquê, mas uma hipótese é a chamada inveja subliminar, que surge sem que a gente perceba conscientemente. As pessoas tendem a mostrar só as coisas boas e o subconsciente acha que aquilo reflete a vida inteira delas. Um exemplo é quando os amigos postam fotos de viagem e temos a sensação que todo mundo está de férias e todos os amigos viajam mais do que a gente. O subconsciente não vê que aquele amigo trabalhou bastante pra conseguir tirar aquelas férias e planejou com antecedência pra aproveitar os feriados do ano.

E claro que existiam outros argumentos na reportagem como a compra de "curtidas" pra fazer o seu site ser mais famoso, a manipulação de humor dos usuários por uma pesquisa anti-ética, a superexposição da nossa privacidade, o algoritmo que define a sequência de informações que vemos na nossa timeline e a monitoração de sites que entramos para nos oferecer anúncios relacionados aos nossos interesses. 

Eu não acho que irei apagar minha conta ou sair definitivamente da rede agora, mas garanto que irei diminuir bastante as minhas já raras visitas.