sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Chá de Lingerie da Ana Paula

Bolo de Lingerie
Chá de Lingerie da Ana Paula




Dama de Copas e Viúva Negra
Alguns doces engraçadinhos























Chocolates de Lingerie
Pra fazer o chá de panela você precisa ter casa, o que não é o nosso caso ainda. Ainda não começamos a reforma em Bahrain e o apertamento no Brasil está em fase de procura.
Então minha mãe sugeriu fazer um chá de lingerie, assim reunimos as meninas e os presentes serão lingeries.

Como o dia escolhido caiu no dia 31 de outubro, resolvemos fazer a festa a fantasia, tema Halloween. 
Eu estava vestida de dama de copas e minha mãe de viúva negra.
O chá é só para meninas, então meu irmão ficou encarregado de levar o noivo para sair enquanto fazemos a farra em casa.


Lembrancinhas paras as convidadas
A arrumação da casa da dindinha começou cedo às quatro, bolo, petiscos, docinhos em formas divertidas, banner, lembrancinhas. Os convidados começaram a chegar as sete/oito.
Quem não veio de fantasia tem direito a uma maquiagem, que era pra ser assustadora (halloween) mas acabou sendo fofa, panda, gato, corações e estrelas...


No início da festa, as meninas começaram a me perguntar como ficamos noivos, como foi a proposta, como foi a festa de noivado, mas com tantas interrupções que não consegui terminar a história...


Boutique Sexy
Umas nove horas chega uma surpresa, uma demostração de uma boutique sexy (nome chique para sex shop) com direito a compra de ítens e lingerie. Umas dez horas chega outra surpresa, uma drag queen, fazendo demonstrações sensuais, mas na sua maioria engraçadas.

Convidada Especial
Depois que as surpresas foram embora foi decido que eu iria fazer um desfile de lingerie e tirar fotos com a pessoa que me deu de presente. Mas aí quem chega de surpresa na porta: o noivo, irmão, primo, amigo!

Foi um corre-corre, segura a porta, gritaria, esconde noiva, gargalhada esconde lingerie!
Corri pra me vestir novamente de dama de copas para o noivo não me ver vestida com os presentes.


Varal com os presentes
 Mas com a chegada dos meninos, colocamos músicas e a sala virou uma pista de dança.
Dançamos desde Ivete Sangalo (cantora favorita do noivo) até músicas árabes para ambientar o casamento.









Com os "strippers"
Os meninos falaram que quando estavam chegando no corredor do prédio, encontraram as meninas da boutique e a dragqueen e avisaram que agora era a hora dos strippers!
Resumindo foi uma ótima e divertida noite, com as meninas e meninos!
OBS: Não consegui terminar a história do noivado até o final da festa! Quem sabe escreverei um post sobre ela.

domingo, 5 de outubro de 2014

Preparativos para o Casamento

Essa semana fizemos 1 ano de noivado e agora faltam 80 dias para o casamento!
A festa vai ser bem simples, só para família e alguns amigos mais próximos. Até porque a passagem é bem cara e não podemos pagar para todas as pessoas que gostaríamos que fossem (seria mais caro que o casamento no Brasil que queremos evitar).

O visto para brasileiros também não era fácil, pois teríamos que emitir um visto de negócios e fazer reservas em hotéis caríssimos. Agora a partir de outubro, parece que o visto é emitido na entrada com o pagamento de 5 dinares, o que facilida bastante a nossa vida. A ideia é alugar uma casa ou apartamento para os convidados brasileiros.
Nossos convidados teram a grande oportunidade não só de participar de um casamento no mundo árabe, como conhecer uma família e cultura locais bem diferentes da nossa.

O vestido de noiva ficará pronto no final de outubro, sapato já comprado. O hall, decoração e o bufê já estão escolhidos. Em outubro/novembro fecharemos as últimas pendências.
Comecei um site do casamento, onde família e amigos podem enviar mensagens e fotos para os noivos.

Depois da festa, iremos fazer uma viagem até a Turquia, que não será a lua-de-mel oficial, pois decidimos aproveitar esse passeio com os amigos.



Clique aqui e veja o Site do Casamento.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

8 coisas que mudaram ao viver "pelo mundo"

Estava de bobeira olhando o facebook e passei por um artigo sobre "8 Things that changed once you've lived overseas" (8 coisas que mudaram quando você passou a morar no exterior" e resolvi adaptar um pouco e fazer a minha própria lista.

1. Estou sempre aprendendo uma nova língua
Desde o primeiro dia de trabalho estive me esforcando pra entender o inglês do treinamento e o sotaque estrangeiro de mil nacionalidades diferentes falando esse "mesmo" inglês.
Depois as outras línguas locais com alfabetos diferentes sempre me interessaram e tentava aprender o que dava. Tentei aprender uns idiomas locais indianos e depois o árabe (ainda em andamento). Acho que meu cérebro não tem capacidade de armazenar tantas informações, então quando volto pro Brasil sempre esqueço umas palavras em português. Como se fala isso em português mesmo?


2. Minha vida está sempre dentro de malas
Eu achei que quando eu fiz as malas pela primeira vez e saí do Brasil, que não ia voltar tão cedo, até fiz muitas despedidas de amigos e famílias. Bobinha.
Devido à possibilidade de mudar de país a qualquer momento e as férias a cada 6 semanas, não só passei a ser super eficiente em fazer malas mas também a levar apenas as coisas mais essenciais e uma mala cada vez menor (tirando as muambas de vez em quando pros amigos). Meu irmão diz que sou tarada por malas.
Ganhei experiência sobre diferentes companhias aéreas e aeroportos, o peso máximo pra dispacho de malas, tamanho e peso de bagagem de mão, eficiência para esvasiar os bolsos e não ser parado na segurança de aeroportos.
As vezes me irrito um pouco, porque tudo está dentro de malas, mas na verdade, sei lá, tenho uma sensação de liberdade de poder ir a qualquer lugar.


3. Conversões de moedas estão sempre na cabeça
Trabalho em um país que tem uma moeda, recebo salário em outra, viajo para Brasil e Bahrain com frequência e sem contar as viagens menos frequentes de férias. São no mínimo 5 moedas na cabeça e no applicativo do celular. O google também converte bastante pra mim, não posso esquecer de falar que lembro das siglas de cada uma dessas moedas (brl, usd, bhd, omr, gbp, etc)
Sempre que compro algo, por exemplo um vestido: "Esse vestido custa 50 reais ou 21 dólares ou 7.5 bahraini dinares ou 7.7 omani ryals. Nossa como está mais barato aqui do que no Brasil!"


4. O conceito de normal e o estranho ficou um pouco diferente
Toda cultura é diferente, o jeito de vestir, comer, falar, pensar. Quando chego num lugar novo e acho algo estranho, um pouco tempo depois percebo que eu era o estranho. O jeito de ver o mundo muda. O diferente passar a ser mais interessante, o pensamento com menos preconceitos, o olhar aberto a outras visões.

5. O tempo passa de maneira diferente
Fico confusa tanto com os horários de diferentes fusos tanto com o tempo em meses e anos. Meu ano é divido em 5 férias e 6 turnos de trabalho e não em 12 meses. Quando converso com as pessoas do trabalho sempre falo nas férias anteriores, férias seguintes, primeiro turno do ano e não setembro, outubro ou mês seguinte. Também não sei o que é final de semana ou dia de semana. Até porque final de semana onde eu trabalho é sexta e sábado.
Viajar pra diferentes continentes em 3 semanas realmente deixa qualquer um confuso e com relógios desatualizados. Quando volto ao trabalho sempre tenho a "sorte" de olhar um relógio que ainda estava errado, seja um dos dois celulares ou do pulso e tomo um susto na madrugada porque já é hora de levantar! Mas era só o fuso horário central dos Estados Unidos e não o fuso do Oman.


6. A palavra rotina não faz mais parte do meu vocabulário
Definitivamente não sei mais o que é rotina. Dormir na mesma cama por mais de 2 dias é luxo. Saber o dia correto que irei tirar férias também. O pessoal não entende quando digo que não sei que dia irei chegar, porque eu realmente não sei! Meu trabalho também não tem muita rotina e estamos sempre viajando pelo deserto dependendo da disponibilidade do cliente. Não sei o que irei fazer na semana seguinte, se terei internet disponível ou irei dividir quarto.


7. Nada parece impossível
Coisas que eram muito difíceis pra mim como falar inglês, falar em público (em inglês), pedir informações para estranhos na rua, comer comidas estranhas e feias, falar árabe...
Ainda estou me esforçando com o árabe, mas cada vez acho menos impossível.


8. Sou diferente
As pessoas que passam pelo nosso caminho deixam marcas. Algumas coisas que eram muito importante antes não são tão importante agora.
Eu não sabia que quando comecei essa aventura de aprender novas linguagens e culturas eu ia aprender tanto sobre mim mesma.