domingo, 19 de junho de 2011

Chegando na india

O voo de Mumbai para Baroda estava tão lotado que não tinha espaço para as malas de mão de todas as pessoas. Acho que as primeiras pessoas que embarcaram exageraram no tamanho das malas de mão (um monte de senhoras fofinhas), e como eu estava no final da fila tive que despachar a minha mala. Tirei computador e documentos e coloquei na minha estratégica bolsa que estava dentro da mala.
No avião um senhor com muitos pelos na orelha sentou ao meu lado, me lembrei de uma propaganda que passou um tempo atrás na tv. O lanchinho do avião foi bem indiano, não consegui comer. Precisava de uma fase de transição entre as comidas das minhas férias e as comidas daqui. Queria que não fosse um choque tão grande. Bom, mas uma hora vou me acostumar de novo.
Chegando no aeroporto, ninguém para me buscar. Meu celular da Índia não estava funcionando. Meu celular das arábias tinha apenas 3 reais de crédito, suficiente para uma rápida ligação ou duas mensagens. Resolvi começar pelas mensagens, mandei uma para a secretária do escritório pedindo para me ligar. Mandei outra para um engenheiro que depois descobri que ele pediu demissão e não deve nem ter mais esse celular. Tento ligar para todos os números que tenho, mas ninguém atendia. Oba, recebo uma ligação de volta! Aí começo a falar com uma pessoa que eu não sei quem é, que estava com o celular da pessoa que eu tinha o número. Ok, acabaram meus créditos no meio da ligação (roaming internacional, droga).
Não tenho o endereço da casa onde vou ficar, mas no fundo da minha mochila achei o endereço do escritório. A solução era pegar um taxi, ir até o escritório e depois pedir uma carona até a casa. Mas quando fui pedir informação onde eu pegava um taxi, um grupinho de pessoas ficava ao meu redor me observando, parecia que nunca tinham visto um estrangeiro na cidade.
Consegui um taxi que ia me levar por um preço exorbitante até o escritório. Tentei negociar, mas acho que perceberam que eu não tinha opção.  No momento que eu estava colocando as malas no taxi, recebo uma mensagem no meu celular da secretária dizendo que o motorista estava a caminho. Tiro todas as malas do carro, peço mil desculpas para o taxista e volto para o desembarque para esperar o motorista. Um senhor super solidário vem falar comigo para descobrir o que aconteceu, porque não peguei o taxi. Ele disse que as malas dele não chegaram e ele achou que eu estava com o mesmo problema. Eu disse que estava tudo bem e estava esperando meu motorista chegar. Ele atendeu um telefonema super bravo, provavelmente reclamando das malas e se afastou para falar mais alto.
Reconheço o motorista super simpático que me deixou no aeroporto da outra vez, entro no carro tranquila. Vou para a casa, mas fico esperando na sala enquanto o motorista e a empregada ficam conversando em gujarati. Deduzi que todos os quartos estavam cheios, nenhum lugar para mim.  A empregada dá um jeito de reorganizar as pessoas da casa e me dá um quarto que estava ocupado. Depois descobri que ela colocou dois meninos no mesmo quarto e no dia seguinte um deles foi dormir num hotel.
Chego exasta e desmaio na cama depois de dois dias de viagem.

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